Resumos e críticas de livros, filmes, etc
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[Os incentivos da União à cultura somam 310 milhões de reais: 30 milhões para a Funarte e 280 milhões para a Lei Rouanet (porcentagem investida diretamente pela União), enquanto o incentivo fiscal retira dos cofres da união cerca de um bilhão por ano (dados de 2008).]
Todos este recursos não oferecem respaldo para artistas iniciantes saídos de escolas de arte ou os conhecidos autodidatas de verdadeira vocação e que também perderam o apoio dos Governos, que em outras eras patrocinavam Salões e Galerias de Artes, onde os artistas, podiam expor com certa economia, sem precisar recorrer a projetos que chegam a custar no mínimo dois mil reais só para serem colocados no papel e poder sofrer o crivo do Minc, nem sempre com a sua aprovação devido a burocracia insana que tomou conta da cultura do país.
Ouvi dizer (a boca pequena) que há de se ter contatos, tanto no Minc como nas empresas patrocinadoras, mas são apenas boatos que não devem ser levados
Não os recrimino, esses novos e velhos emergentes da arte estão dentro do que foi proposto pela Lei Rouanet, pois a mesma só pode capacitar pessoas com o um bom capital e donos de verdadeiros escritórios-atelier com direito a secretárias, advogados além dos tradicionais marchants para manter os contatos e garantir as reservas nos salões, salas e galerias de arte, públicos ou privados, nacionais ou internacionais a revelia do infeliz que se aventura sozinho ou em grupo a ocupar esses espaços.
Em meados de 2009 como estava a frente de um pequeno atelier com meia dúzia de artistas idealistas e cheios de esperança, procurei dezenas de salas oficiais e privadas pela cidade do Rio de Janeiro e todas elas exigiam que o nosso grupo apresenta-se a aprovação do projeto da exposição com o patrocínio da Lei Rouanet o que inviabilizou de imediato a nossa meta.
Lembro que anos atrás, antes da nova “Lei de Ouro” expus sem nenhuma dificuldade na Sala Funarte do Museu Nacional de Belas Artes, em uma coletiva no MAM e participei durante anos do Salão Carioca de Arte e do Salão Nacional. Isso tudo apenas apresentando uma simples ficha de inscrição além do meu trabalho devidamente emoldurado.
Aproveito e parabenizo os artistas que conseguem pelos seus verdadeiros méritos e esforços próprios fazer uso da Lei Rouanet e acrescento que além de artistas tem o mérito da paciência dos santos.
Por outro lado destaco que surge ou insurge uma nova classe de artistas no Rio de Janeiro, na qual eu me incluo, são os artistas abnegados e sem um tostão para entregar a projetos da Lei Rouanet e sem a santa paciência para preencher centenas de formulários em sites que mais parecem labirintos com o Minotauro esperando num canto.
Essa nova classe de artista prolifera pela internet, faz exposições nas salas e nos quintais das casas, (ainda não ouvi falar de exposição na laje, mas prevejo o surgimento de algumas em breve). Expõe coletivamente para poder bancar os altos custos das galerias, transformam casas em ateliers e assim podem fazer jus ao nome de artistas.
É claro que esses artistas, que a imperiosa Lei Rouanet não conseguiu cortar o veio de criatividade, dificilmente serão lembrados além dos seus anos de vida e fora do meio familiar e de amizades. { Talvez em algum tosco apartamento daqui há meio século ou mais se encontre dependurado e cheio de fungo um maravilhoso quadro de artista desconhecido. O novo proprietário do imóvel o irá atirar pela lixeira e não se fala mais nisso.}
Em vernissages regadas a champanhe, coca-cola, e deliciosos canapés, os artistas, admiradores e estudantes de arte, mostram suas caras de “não mais conhecedores de arte”, depois de terem desfilado por amplas paredes cobertas de “coisa nenhuma”, mas com fino acabamento e que farão parte do acervo destes gloriosos museus “para a posteridade”.
LEI ROUANET (Lei Federal 8.313) - Esta lei federal, foi assinada em |

Programa exibido em 28.05.2009
Fruto pode ter de 10 a 15 quilos, é cultivada nas regiões mais quentes do país e é rica em fibras, cálcio e fósforo. A jaca empanada pode ter também sabores salgados, como frango e carne.
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JACA EMPANADA
INGREDIENTES
- a fruta tem que estar verde
- 2 colheres de molho de soja
- 3 colheres de óleo
MODO DE PREPARO
Deixe a jaca cozinhando em um litro de água no fogo por meia hora. Depois de cozida, deixe esfriar e retire a casa. Corte em rodelas.
Tempero: limão, sal, alho, pimenta do reino e coentro.
Jogue sobre as rodelas e misture tudo. Para empanar passe as fatias em ovos batidos e depois na farinha de rosca. Esquente bem o óleo e coloque as fatias. Para ficar com gosto de carne vermelha acrescente molho de soja. Com gosto de frango, acrescente arlequim. Com gosto de peixe, coloque coentro.
PRESERVAR A FLORESTA DA TIJUCA:
PEQUENO HISTÓRICO:
No início do século 19 empreendimentos mal sucedidos do plantio de chá na encosta da serra carioca alertaram para a criação dos primeiros decretos em 1817 proibindo o desmatamento nas cabeceiras da bacia do Rio Carioca, nas Paineiras. No mesmo ano ,surgiram as primeiras grandes propriedades cafeeiras do Alto da Tijuca: as fazendas São
Luiz e Nassau da Gávea Pequena.
Em 1822 foi declarada a Independência e em 1824 D.Pedro I inaugura a primeira trilha para o Corcovado.
De 1824 a 1844 grandes secas assolam o Rio de Janeiro.
De 1830 até 1834 surgem as primeiras Leis proibindo os cortes de árvores no Alto da Tijuca. Nesta época, em
1832, Charles Darwin visita o Corcovado.
Em 1840, Dom Pedro II é aclamado Imperador. Três anos depois, a praga borboletinha ataca os cafezais da Tijuca levando a falência os fazendeiros.
Em 1850 uma epidemia de febre amarela ataca a cidade. O primeiro decreto de desapropriação do Alto da Tijuca se dá em 1856.
Há quase 150 anos, não existia a bela Floresta da Tijuca que deu origem ao Parque. O trabalho de reflorestamento foi iniciado pelo Major da Guarda Nacional, Manuel Gomes Archer para a Floresta Nacional da Tijuca e por Tomás Nogueira da Gama para a Floresta das Paineiras. A primeira muda do reflorestamento foi plantada em 4 de janeiro de 1862 e a primeira muda a desenvolver foi uma jaqueira. Archer teve o auxílio de seis escravos do Império: Constantino, Eleutério, Leopoldo, Manuel, Maria e Mateus. Durante mais de 12 anos o Major plantou um total de mais de 80 mil mudas. Seguiram-se outros administradores.
Em 1889 é proclamada a República.
Em 1931 é inaugurada a estátua do Cristo Redentor.
De 1943 até 1945 Raymundo de Castro Maya toma a frente da Floresta da Tijuca.Em 1961 é criado o Parque Nacional da Tijuca e finalmente em 1967 são modificados os limites do Parque para o seu tamanho atual.
Em 1992, por ocasião da Eco-92 (Segunda Conferência das nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento) no Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Tijuca é incluído na Reserva da Biosfera de Mata Atlântica.
Nota:
Diz o artigo 8º da portaria
nº 577 de 11/12/1861: “Aos Administradores, feitores e
serventes das florestas, incumbe impedir a danificação
das árvores, devendo prender e remeter à autoridade
policial mais vizinha para ser processada a pessoa que for encontrada em flagrante delito”.
Com essa visão formou-se uma das maiores florestas urbanas do mundo e com a mata composta por árvores que datam mais de 150 anos, o PNT ocupa lugar de destaque no contexto ecológico da humanidade.
Além das áreas invadidas pela falta de planejamento urbano, um projeto iniciado em 2001, busca erradicar os espécimes de flora originais da Floresta procurando transformar o PNT num genuíno ponto da mata atlântica o que é improvável, pois da
maneira como está sendo feito este processo, o que se vê são esqueletos de árvores apodrecendo no meio da mata, servindo de habitat para fungos, bactérias, insetos nocivos e inclusive se constata a proliferação do caramujo africano e aumento dos mosquitos transmissores da dengue.
Constata-se a mortandade de diversos animais silvestres devido a doenças antes desconhecidas neste meio e a fuga dos mesmos para a parte urbana da cidade em busca de alimento.
Verifica-se a substituição dos antigos bancos e mesas de pedra - idealizados por paisagistas de peso como Burle Marx - por bancos de concreto feitos por mãos inexperientes. Trilhas foram alargadas para dar passagem aos jipes turísticos e visitantes pouco escrupulosos no cuidado da nossa floresta. Está sendo retirada da floresta, há pelo menos seis anos, o direito de continuar sendo a floresta que trouxe tantas alegrias, benefícios e orgulho aos cidadãos desta cidade.
O Parque Nacional da Tijuca não faz parte exclusiva da Mata Atlântica, mas, faz parte da cultura e do poder de criação da nação brasileira.
Sugiro aos teóricos e realizadores que visem cuidar sim da Mata Atlântica coibindo as queimadas, os desmatamentos para culturas de subsistência, plantações de canaviais e milho e pastos; conter a especulação imobiliária e industrial; promover com maior rigor a fiscalização das olarias, das minerações e extração de jazidas e areai; coibir a caça e contrabando de animais silvestres e pescas abusivas. Tudo isso incidindo mais na periferia e interior do Estado do Rio.
Quanto ao PNT, é preciso e sugerido preservar esta floresta urbana, fechar trilhas, retirar o asfalto das áreas mais densas da floresta, proibir as churrasqueiras e festas no interior da floresta. Identificar as árvores mais antigas e preservar os espécimes que constaram do reflorestamento inicial. Curar as árvores com mais de trinta anos e aquelas que servem de arrimo para barrancos que foram aneladas. Evitar e coibir a retirada dos espécimes vegetais e animais. Reflorestar. Melhorar o patrulhamento para segurança e fiscalização dos visitantes.
Recuperar os móveis e construções florestais (mesas, bancos, balcões, banheiros públicos, fontes artificiais de água potável, etc) como eram originalmente e manter o mesmo padrão aos que forem criados.
Recuperar os mananciais de água preservando o nível da água potável. Retirar aos poucos as moradias do entorno da floresta que interfiram nos fatores de preservação
da mata. Inibir o tráfego de automóveis dentro dos limites da Floresta da Tijuca e Paineiras. Incentivar o uso de bicicletas.
Tolerar os animais domésticos nas proximidades das moradias dentro do PNT e no seu entorno e também, explicitando, os gatos do Parque Lage.
E pra finalizar lembramos o que é falado no lado ocidental:Vamos preservar e cuidar sempre.
Flávia Tavares
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